1. Melissa officinalis L.
A Melissa officinalis L., conhecida popularmente como melissa verdadeira, erva-cidreira-europeia ou simplesmente melissa, é uma planta medicinal pertencente à família Lamiaceae. Suas folhas aromáticas são utilizadas há mais de dois mil anos na fitoterapia europeia e na medicina tradicional para auxiliar no alívio da ansiedade leve, nervosismo, insônia, desconfortos digestivos e espasmos gastrointestinais.
As pesquisas científicas concentram-se principalmente nas folhas e nas partes aéreas, ricas em ácido rosmarínico, citronelal, citral, geraniol, flavonoides e outros compostos fenólicos. Diversos estudos investigam suas atividades ansiolítica, sedativa leve, antioxidante, antiviral, antiespasmódica, digestiva e neuroprotetora.
A melissa verdadeira encontra-se descrita em importantes monografias internacionais, incluindo as publicadas pela Organização Mundial da Saúde (WHO), European Medicines Agency (EMA) e European Scientific Cooperative on Phytotherapy (ESCOP), sendo uma das plantas medicinais mais estudadas para o tratamento complementar da ansiedade leve e dos distúrbios funcionais do trato digestório.

Imagem ilustrativa.
A identificação botânica correta é importante porque, no Brasil, diversas espécies recebem popularmente o nome “erva-cidreira”. A verdadeira melissa corresponde exclusivamente à espécie Melissa officinalis L., não devendo ser confundida com Lippia alba ou Cymbopogon citratus, que pertencem a famílias botânicas diferentes.
2. NOTA BOTÂNICA
A imagem apresentada possui finalidade exclusivamente ilustrativa e representa características botânicas da Melissa officinalis L.. A espécie pertence à família Lamiaceae e é originária da região do Mediterrâneo, sendo atualmente cultivada em diversos países de clima temperado.
Trata-se de uma planta herbácea perene, aromática, que pode atingir entre 30 e 90 centímetros de altura. Possui caule quadrangular, folhas opostas, ovadas, levemente enrugadas e com aroma característico de limão devido à presença de compostos voláteis em seu óleo essencial.
As folhas e as partes aéreas representam a principal droga vegetal utilizada na fitoterapia, sendo também o material mais investigado nos estudos fitoquímicos e farmacológicos.
A composição química pode variar conforme o clima, solo, cultivar, época de colheita, estádio de desenvolvimento da planta e método de secagem, influenciando diretamente a concentração de ácido rosmarínico e dos constituintes do óleo essencial.
Embora seja frequentemente chamada de erva-cidreira, a Melissa officinalis não deve ser confundida com Lippia alba (Verbenaceae) nem com Cymbopogon citratus (Poaceae), espécies distintas que compartilham nomes populares semelhantes.
3. IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA
🌿 Nome científico completo: Melissa officinalis L.
🌿 Família botânica: Lamiaceae.
🌿 Ordem: Lamiales.
🌿 Gênero: Melissa.
🌿 Nome científico aceito: Melissa officinalis L.
🌿 Nomes populares:
• Melissa.
• Melissa verdadeira.
• Erva-cidreira-europeia.
• Balm.
• Lemon balm.
🌿 Partes tradicionalmente utilizadas: folhas e partes aéreas.
🌿 Parte mais investigada cientificamente: folhas e óleo essencial.
🌿 Atenção para identificação: não confundir com Lippia alba nem Cymbopogon citratus, conhecidas popularmente como erva-cidreira em diversas regiões do Brasil.
4. FICHA TÉCNICA DA PLANTA
🌿 Nome científico: Melissa officinalis L.
🌿 Família botânica: Lamiaceae.
🌿 Origem: Região do Mediterrâneo, Europa Meridional e Ásia Ocidental.
🌿 Distribuição: atualmente cultivada em diversos países da Europa, Ásia, Américas e outras regiões de clima temperado.
🌿 Descrição botânica resumida:
Planta herbácea perene, aromática, de caule quadrangular, folhas opostas verde-claras, flores pequenas esbranquiçadas a levemente rosadas e intenso aroma cítrico característico.
🌿 Partes utilizadas: folhas e partes aéreas.
🌿 Principais compostos estudados:
• Ácido rosmarínico.
• Citral.
• Citronelal.
• Geraniol.
• β-Cariofileno.
• Flavonoides.
• Ácidos fenólicos.
• Taninos.
🌿 Principais propriedades estudadas:
• Ansiolítica.
• Sedativa leve.
• Antiespasmódica.
• Digestiva.
• Antioxidante.
• Antiviral.
🌿 Nível geral de evidência científica: 🟢 Boa evidência científica para ansiedade leve, estresse e distúrbios digestivos funcionais; 🟡 Evidência moderada para outras aplicações investigadas.
5. LEGENDA DE EVIDÊNCIA CIENTÍFICA
As informações apresentadas neste material foram classificadas conforme o nível de evidência científica disponível na literatura especializada.
🟢 Boa evidência científica
Resultados sustentados por revisões sistemáticas, ensaios clínicos, monografias oficiais ou conjunto consistente de estudos experimentais e clínicos.
🟡 Evidência científica moderada
Existem estudos promissores e reconhecimento tradicional, porém ainda são necessários novos ensaios clínicos para confirmação de determinadas aplicações.
🔴 Evidência científica limitada
As informações baseiam-se principalmente em estudos laboratoriais, modelos animais, relatos tradicionais ou pequeno número de pesquisas clínicas.
As informações desta publicação foram elaboradas com base nas monografias da WHO, EMA, ESCOP e literatura científica disponível até a data de sua publicação.
6. PRINCIPAIS PROPRIEDADES MEDICINAIS ESTUDADAS CIENTIFICAMENTE
A Melissa officinalis L. possui ampla documentação científica envolvendo principalmente as folhas e as partes aéreas, além do óleo essencial obtido dessas estruturas vegetais.
🟢 Atividade ansiolítica
Partes estudadas: folhas, partes aéreas e extratos padronizados.
Ensaios clínicos demonstram benefício no alívio da ansiedade leve, nervosismo e estresse, especialmente quando utilizada como terapia complementar.
🟢 Sedativa leve
Partes estudadas: folhas e partes aéreas.
Estudos clínicos indicam melhora da qualidade do sono em indivíduos com insônia leve ou dificuldade para adormecer, principalmente em associação com outras plantas medicinais como a valeriana.
🟢 Antiespasmódica e digestiva
Partes estudadas: folhas e partes aéreas.
Diversos estudos apoiam seu uso tradicional para aliviar cólicas gastrointestinais, desconforto digestivo funcional, sensação de estômago pesado e excesso de gases.
🟡 Atividade antiviral
Partes estudadas: folhas e óleo essencial.
Pesquisas laboratoriais demonstram atividade contra vírus, especialmente herpes simples (HSV-1), porém ainda existem limitações quanto à extrapolação desses resultados para todas as situações clínicas.
🟡 Atividade antioxidante
Partes estudadas: folhas.
O ácido rosmarínico e diversos flavonoides apresentam elevada capacidade antioxidante demonstrada em estudos experimentais.
🟡 Potencial neuroprotetor
Partes estudadas: folhas e extratos.
Pesquisas investigam possíveis benefícios sobre memória, cognição e doenças neurodegenerativas, porém ainda são necessários estudos clínicos adicionais.
🔴 Potencial anti-inflamatório
Partes estudadas: folhas e óleo essencial.
Resultados experimentais sugerem atividade anti-inflamatória, mas a evidência clínica permanece limitada.
7. USOS POPULARES E TRADICIONAIS
A melissa verdadeira possui longa tradição de uso na medicina popular europeia, árabe e asiática.
Entre os principais usos tradicionais encontram-se:
🌿 Alívio da ansiedade leve.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas.
🌿 Auxílio em situações de estresse e nervosismo.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas e partes aéreas.
🌿 Melhora do sono.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas.
🌿 Alívio de cólicas digestivas.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas.
🌿 Redução de gases intestinais.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas.
🌿 Auxílio em desconfortos digestivos funcionais.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas e partes aéreas.
🌿 Uso complementar em resfriados leves e herpes labial.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas e óleo essencial.
🌿 Emprego tradicional como calmante natural.
Partes tradicionalmente utilizadas: folhas.
Embora diversos desses usos sejam respaldados por estudos científicos, a melissa deve ser utilizada como terapia complementar e não substitui tratamentos médicos quando estes forem necessários.
8. PRINCIPAIS COMPOSTOS BIOATIVOS E MECANISMOS ESTUDADOS
As propriedades farmacológicas da Melissa officinalis estão relacionadas principalmente aos compostos presentes nas folhas, nas partes aéreas e no óleo essencial.
Ácido rosmarínico
Encontrado principalmente em: folhas e partes aéreas.
É considerado um dos principais compostos bioativos da espécie, apresentando atividades antioxidante, anti-inflamatória, antiviral e neuroprotetora em diversos estudos.
Citral
Encontrado principalmente em: óleo essencial das folhas.
Monoterpeno responsável por parte do aroma cítrico característico e investigado por suas atividades antimicrobiana, calmante e antiespasmódica.
Citronelal
Encontrado principalmente em: óleo essencial.
Apresenta atividade antimicrobiana e contribui para o aroma característico da planta.
Geraniol
Encontrado principalmente em: óleo essencial.
Investigado por possíveis atividades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias.
Flavonoides
Encontrados principalmente em: folhas.
Contribuem para os efeitos antioxidantes, neuroprotetores e anti-inflamatórios observados experimentalmente.
Ácidos fenólicos
Encontrados principalmente em: folhas e partes aéreas.
Participam da proteção contra o estresse oxidativo e da modulação de processos inflamatórios.
Mecanismos estudados:
• Modulação da atividade do sistema nervoso central.
• Inibição parcial da enzima GABA-transaminase.
• Redução do estresse oxidativo.
• Modulação de mediadores inflamatórios.
• Ação antiespasmódica sobre a musculatura lisa gastrointestinal.
• Atividade antiviral observada em estudos laboratoriais.
9. O QUE A CIÊNCIA JÁ INVESTIGOU
O Melissa officinalis L. é uma das plantas medicinais mais pesquisadas da família Lamiaceae. Os estudos concentram-se principalmente nas folhas, partes aéreas, extratos padronizados e óleo essencial.
As principais linhas de investigação científica incluem:
🌿 Tratamento complementar da ansiedade leve.
🌿 Redução do estresse e do nervosismo.
🌿 Melhora da qualidade do sono.
🌿 Distúrbios digestivos funcionais.
🌿 Ação antiespasmódica gastrointestinal.
🌿 Atividade antiviral, principalmente contra herpes simples.
🌿 Atividade antioxidante.
🌿 Potencial neuroprotetor e melhora da função cognitiva.
🌿 Investigação sobre memória e doença de Alzheimer.
🌿 Estudos farmacológicos do óleo essencial e do ácido rosmarínico.
As evidências científicas mais consistentes apoiam seu uso complementar para ansiedade leve, estresse, insônia leve e distúrbios digestivos funcionais. Diversas outras aplicações permanecem em investigação.
10. 🔬 DIFERENÇA ENTRE USO POPULAR E EVIDÊNCIA CIENTÍFICA
🌿 Uso popular
A melissa verdadeira é tradicionalmente utilizada como calmante natural para ansiedade, nervosismo, estresse, insônia, palpitações relacionadas à tensão emocional, cólicas digestivas, má digestão, gases intestinais e desconfortos gastrointestinais. Também é empregada popularmente em casos de herpes labial e resfriados leves.
🔬 Evidência científica
Os estudos clínicos sustentam principalmente o uso complementar da melissa para ansiedade leve, estresse, melhora da qualidade do sono e distúrbios digestivos funcionais. Também existem evidências experimentais para atividade antiviral, antioxidante e neuroprotetora, porém essas aplicações ainda necessitam de estudos clínicos adicionais para confirmação.
A melissa verdadeira deve ser utilizada como tratamento complementar e não substitui medicamentos prescritos quando estes forem necessários.
11. FORMAS TRADICIONAIS DE UTILIZAÇÃO
As preparações tradicionais utilizam principalmente as folhas e as partes aéreas do Melissa officinalis.
Entre as formas tradicionais de utilização encontram-se:
🌿 Infusão (chá).
Parte utilizada: folhas.
🌿 Decocção leve.
Parte utilizada: folhas e partes aéreas.
🌿 Extratos líquidos padronizados.
Parte utilizada: folhas.
🌿 Extratos secos padronizados.
Parte utilizada: folhas.
🌿 Cápsulas fitoterápicas.
Parte utilizada: extratos das folhas.
🌿 Tinturas.
Parte utilizada: folhas e partes aéreas.
🌿 Compressas tópicas para herpes labial.
Parte utilizada: folhas e extratos.
🌿 Óleo essencial em aromaterapia.
Parte utilizada: folhas.
Importante: Os extratos utilizados em estudos clínicos apresentam padronização química, podendo diferir significativamente das preparações caseiras.
12. 🌼 FLORAIS DE MELISSA VERDADEIRA (Melissa officinalis L.)
🌼 A Melissa officinalis é utilizada em alguns sistemas florais contemporâneos e em determinados sistemas vibracionais independentes, principalmente com propostas relacionadas ao equilíbrio emocional.
🌼 Entretanto, ela não integra a relação original dos Florais de Bach.
🌼 Nível de evidência científica: 🔴 Não existem evidências clínicas robustas que comprovem eficácia terapêutica específica dos florais preparados com Melissa officinalis.
🌼 Os florais devem ser considerados práticas integrativas complementares e não substituem acompanhamento médico, psicológico ou tratamento farmacológico.
13. 🧴 ÓLEO ESSENCIAL DE MELISSA VERDADEIRA (Melissa officinalis L.)
🧴 O óleo essencial de Melissa officinalis é obtido principalmente das folhas e das partes aéreas por destilação a vapor.
🧴 Seus principais constituintes incluem citral, citronelal, geraniol, neral, geranial, β-cariofileno e outros monoterpenos e sesquiterpenos biologicamente ativos.
🧴 Estudos científicos investigam atividades ansiolítica, sedativa leve, antiespasmódica, antimicrobiana, antioxidante e antiviral, especialmente contra o vírus Herpes simplex.
🧴 Disponibilidade comercial: disponível comercialmente, porém trata-se de um dos óleos essenciais mais raros e de maior valor comercial devido ao baixo rendimento durante a destilação.
🧴 Nível de evidência científica: 🟡 Evidência moderada para aplicações complementares em aromaterapia e estudos experimentais; 🔴 evidência limitada para diversas outras aplicações terapêuticas específicas.
🧴 O óleo essencial deve ser utilizado somente diluído e conforme orientação de profissional qualificado, evitando ingestão sem acompanhamento especializado.
14. CONSIDERAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E RESPONSABILIDADE
A Melissa officinalis L. possui longo histórico de uso tradicional e apresenta perfil de segurança considerado favorável quando utilizada corretamente, nas doses recomendadas e por períodos adequados.
Importantes órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (WHO), a European Medicines Agency (EMA) e a European Scientific Cooperative on Phytotherapy (ESCOP), reconhecem seu emprego tradicional para ansiedade leve, tensão nervosa e distúrbios digestivos funcionais.
Embora seja considerada uma planta de baixa toxicidade, o uso indiscriminado, prolongado ou associado a medicamentos sedativos deve ocorrer somente com orientação de profissional habilitado.
O óleo essencial apresenta elevada concentração de compostos ativos e requer cuidados específicos quanto à forma de utilização, diluição e dosagem.
As informações desta publicação possuem finalidade exclusivamente educativa e informativa e não substituem diagnóstico, orientação ou tratamento realizado por profissionais habilitados.
15. CONTRAINDICAÇÕES, INTERAÇÕES E CUIDADOS
Embora a Melissa officinalis apresente bom perfil de segurança, alguns cuidados devem ser observados.
🌿 Gestantes: utilizar apenas sob orientação profissional, devido à insuficiência de estudos clínicos conclusivos.
🌿 Lactantes: recomenda-se cautela pela ausência de dados clínicos suficientes.
🌿 Crianças: o uso deve ocorrer apenas conforme orientação de profissional habilitado.
🌿 Pessoas com hipotireoidismo ou em tratamento para doenças da tireoide: utilizar com cautela, pois estudos experimentais sugerem possível interferência sobre a função tireoidiana.
🌿 Possíveis interações medicamentosas:
• Sedativos.
• Hipnóticos.
• Ansiolíticos.
• Antidepressivos com efeito sedativo.
• Medicamentos utilizados para distúrbios da tireoide.
🌿 Possíveis efeitos adversos:
• Sonolência.
• Redução do estado de alerta.
• Náuseas ocasionais.
• Desconforto gastrointestinal leve.
• Reações alérgicas pouco frequentes.
Importante: durante o uso da melissa recomenda-se cautela ao dirigir veículos ou operar máquinas caso ocorra sonolência.
16. OUTRAS APLICAÇÕES EM ESTUDO
Além das aplicações tradicionais reconhecidas, diversas pesquisas continuam investigando novos potenciais terapêuticos da Melissa officinalis.
As principais linhas atuais de investigação incluem:
🌿 Estudos sobre doença de Alzheimer e declínio cognitivo.
🌿 Avaliação da atividade neuroprotetora.
🌿 Desenvolvimento de novos antivirais.
🌿 Investigação da atividade antioxidante em doenças crônicas.
🌿 Estudos sobre controle do estresse oxidativo.
🌿 Avaliação do potencial anti-inflamatório sistêmico.
🌿 Pesquisas relacionadas à síndrome metabólica.
🌿 Desenvolvimento de fitoterápicos padronizados.
🌿 Aplicações em cosméticos dermatológicos e produtos de higiene.
🌿 Estudos farmacológicos envolvendo ácido rosmarínico, citral e demais constituintes do óleo essencial.
Embora muitos resultados sejam promissores, diversas aplicações ainda permanecem em fase experimental e necessitam de confirmação por estudos clínicos de alta qualidade antes de integrarem recomendações terapêuticas oficiais.
17. ORIGEM, HISTÓRIA E CURIOSIDADES
O Melissa officinalis L. é originário da região do Mediterrâneo, Europa Meridional e Ásia Ocidental. Seu uso medicinal é documentado há mais de dois mil anos, sendo citado por médicos da Grécia Antiga, como Dioscórides e Galeno.
O nome do gênero Melissa deriva da palavra grega melissa, que significa “abelha”, em referência ao intenso poder de atração de suas flores para esses importantes polinizadores.
Durante a Idade Média, a planta tornou-se uma das ervas medicinais mais valorizadas nos jardins monásticos europeus. Era utilizada para promover tranquilidade, melhorar a digestão e aliviar distúrbios nervosos.
No século XVII, a famosa “Água de Melissa dos Carmelitas” tornou-se um preparado fitoterápico tradicional utilizado na Europa para desconfortos digestivos, ansiedade e cefaleias leves.
Atualmente, a melissa verdadeira permanece entre as plantas medicinais mais estudadas para o tratamento complementar da ansiedade leve, do estresse e dos distúrbios digestivos funcionais.
18. CURIOSIDADES BOTÂNICAS
🌿 A Melissa officinalis pertence à família Lamiaceae, a mesma da hortelã, do alecrim, da sálvia e da lavanda.
🌿 Suas folhas liberam intenso aroma semelhante ao do limão quando amassadas, devido à presença de citral, citronelal e outros compostos voláteis.
🌿 O nome “Melissa” faz referência à forte atração que a planta exerce sobre as abelhas, sendo considerada excelente espécie melífera.
🌿 O óleo essencial apresenta rendimento muito baixo durante a destilação, tornando-o um dos óleos essenciais naturais mais valiosos comercialmente.
🌿 A espécie é cultivada tanto para fins medicinais quanto para utilização culinária, aromática, cosmética e na produção de bebidas.
🌿 As folhas são colhidas preferencialmente pouco antes da floração, período em que apresentam maiores concentrações de diversos compostos bioativos.
🌿 O ácido rosmarínico é considerado um dos principais marcadores químicos utilizados no controle de qualidade dos extratos de melissa.
19. REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
• World Health Organization (WHO). WHO Monographs on Selected Medicinal Plants: Melissa officinalis.
• European Medicines Agency (EMA). Community Herbal Monograph on Melissa officinalis L., folium.
• European Scientific Cooperative on Phytotherapy (ESCOP). ESCOP Monographs: Melissa Leaf.
• Kew Science. Plants of the World Online (POWO): Melissa officinalis L.
• World Flora Online. Melissa officinalis L.
• Kennedy DO, Scholey AB, Tildesley NTJ et al. Modulation of mood and cognitive performance following acute administration of Melissa officinalis.
• Cases J, Ibarra A, Feuillère N et al. Pilot trial of Melissa officinalis in stress and anxiety. Mediterranean Journal of Nutrition and Metabolism.
• Artigos publicados em periódicos como Journal of Ethnopharmacology, Phytotherapy Research, Frontiers in Pharmacology, Molecules, Industrial Crops and Products e Journal of Herbal Medicine, abordando fitoquímica, ansiedade, atividade antiviral, ácido rosmarínico, óleo essencial e farmacologia da melissa.
20. AVISO DE ATUALIZAÇÃO CIENTÍFICA
As informações apresentadas nesta publicação possuem finalidade exclusivamente educativa e informativa e não substituem diagnóstico, orientação ou tratamento realizado por profissionais habilitados.
A Melissa officinalis apresenta evidências científicas favoráveis para o tratamento complementar da ansiedade leve, do estresse, dos distúrbios digestivos funcionais e da insônia leve. Entretanto, outras aplicações terapêuticas ainda permanecem em investigação clínica.
O uso da planta e de seu óleo essencial deve respeitar as contraindicações, possíveis interações medicamentosas e recomendações de profissionais qualificados.
As informações apresentadas refletem o conhecimento científico disponível na data da publicação e poderão ser atualizadas conforme novas evidências científicas forem publicadas.
Os autores e responsáveis por este conteúdo não se responsabilizam por danos, prejuízos ou decisões tomadas com base exclusivamente nas informações aqui apresentadas. Qualquer utilização medicinal de plantas deve ser realizada com orientação de profissional qualificado.







